quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Trattoria - voltamos!

Osso Buco e Pomodoro Fresco
Voltamos ao Trattoria Mediterraneo, na Asa Norte (para ler a crítica anterior, clique aqui)! Desta vez pedi Osso Buco e Pomodoro Fresco, com massa conchiglione. Achei bom, mas o molho de tomate escondeu um pouco o gosto da carne - da próxima vez, pedirei o ossobuco só no azeite, que deve realçar mais o sabor. Uma amiga escolheu risoto Al Ragú Verde, com molho de pesto e carne, que estava uma delícia! Fiquei com vontade de trocar... ;)

Outros amigos pediram Scaloppina Al Vino Bianco, com salada, e disseram que estava bom. Não provei, mas a aparência era de aspecto cozido e não assado, com o bife fininho. Como o dono do restaurante é italiano mesmo, sugiro pedir pratos de massa ou risotos, já que carne não é o forte da Itália, né? Ainda sobrou espaço para dividirmos um tiramisu, que estava bom, mas um pouco aguado. Não sei se o tradicional é assim, mas para o gosto brasileiro poderia ser um pouco mais consistente.


Era um almoço de dia de semana e a casa estava vazia, mas a qualidade dos pratos foi mantida. Quero terminar dizendo que já fui duas vezes ao Trattoria do Rosario, por muitos considerado o melhor italiano de Brasília, mas só achei caro e pretensioso. Então, acredito que o Mediterraneo seja, no custo-benefício, bem melhor. Resumindo, vale muito!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Taypá Causou!

Muitas vezes ou esqueço de tirar fotos dos pratos ou tiro poucas ou não coloco algumas no blog. Desta vez, entretanto, resolvi publicar todas as que tenho das duas últimas vezes que fui ao Taypá porque este excelente peruano merece! Como já fui várias vezes, inclusive em promoções de festivais, posso dizer que a qualidade sempre é mantida e que todos os pratos são muito bem executados. 

Causa? Não sei, não lembro o nome!
Para começar os trabalhos, vale pedir um drink com pisco, a tradicional aguardente de uva produzida no Peru e no Chile. Gosto do clássico pisco sour, com suco de limão, açúcar, clara de ovos batidas (sim, fica bom!) e outros ingredientes, mas pode-se provar também misturas com café, gengibre, licor de maçã, leite condensado, etc. Para quem gosta de surpresas, há uma opção de três mini-drinks de pisco escolhidos pelo barman...


Também não lembro o nome, mas é algo de batata.
De entrada, sempre peço Ceviche Taypá, onde o cliente escolhe três tipos diferentes para experimentar em versão reduzida. Não deixe de provar o Nikkey, de salmão e com um molho levemente adocicado de teriyaki, que acho imperdível (aliás, gosto tanto do ceviche do Taypá que às vezes peço de novo um grande de prato principal). Outra boa entrada é Fiesta del Anticucho, que vem com espetinhos de filé, frango e peixe acompanhados de batata crocante, milho e creme huancaina. De tão grande, pode até ser pedido como prato.

Fiesta del Anticucho
E falando nos pratos principais, são tantas boas opções que é difícil escolher! Só não sou fã das causas porque não me encanto com purê de batata, seja peruano ou brasileiro e, além disso, vêm em porções pequenas, mas o resto é de arrasar! Provei as Costillas Nikkey num festival uma vez e achei uma delícia - costelas de porco ao molho de tamarindo e gengibre sobre purê de grão de bico. 

Pescado al Azafrán
Mas o meu preferido até agora é o Pescado al Azafrán, um peixe grelhado com um molho cremoso diferente de açafrão servido com camarões ao ponto crocante (aquele que vem durinho, perfeito, sem cozinhar além do ponto) e croquetes de mandiocas recheadas de queijo gruyère. Imperdível! Ainda fiquei de olho no Risoto a la Huancaina, com creme de huancaina e camarões em empanados, que com certeza pedirei da próxima vez.

Risoto a la Huancaina
Para completar, provei de sobremesa na última vez o Milhojas de Lúcuma, que apesar do nome, não é uma massa folhada como conhecemos - parece mais uma massa fina de biscoito. Vem com creme de lúcuma (fruta típica do Peru) acompanhada de sorvete de canela e chocolate ao pisco. Achei meio sem graça e me arrependi de não ter pedido o de sempre, o Suspiro de Limeña, uma espécie de doce de leite, só que mais grosso. Adoro!

Milhojas de Lúcuma
Já escrevi muito, mas faltou dizer que a decoração é linda, o lugar é agradável (Fashion Park, no Lago Sul), os garçons atendem bem, a comida não demora, etc. Em suma, é o lugar perfeito para levar um parente de fora que você quer que saia de Brasília com uma boa impressão (né, Monika?). E, apesar de não ser barato, acredito que, pelo custo-benefício, vale muito!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Cocada Bambu

Já falei aqui no blog e repito: acho que os frutos do mar do Coco Bambu não têm gosto de nada! O bufê de almoço e às pizzas no jantar da filial do Brasília Shopping me agradam um pouco mais, mas é impossível deixar de ir à matriz na beira do lago por conta de aniversários, comemorações de final de ano, despedidas, etc, já que todo mundo (menos eu) é fã de carteirinha!


Torta de maçã inteira - serve 10 pessoas (foto: BSB Foodie)
Com isso, tive que arranjar um motivo para me alegrar quando fosse obrigada a ir e não foi difícil: descobri que as sobremesas são muito boas! Seja a cocada (vem quentinha!), a torta de limão (com calda de chocolate à parte, para você jogar o quanto quiser por cima), a torta de maçã com leite condensado ou o brownie, todas são ótimas. E o melhor: mesmo em fatias individuais, dá para dividir com 3 ou 4 pessoas, o que deixa o preço bem em conta.

Meu conselho então é que sempre deixem sobrar espaço para a sobremesa. Ou, melhor, se estiverem de bobeira no Brasília Shopping, vão ao Coco Bambu só para comer uma pizza e, claro!, pedir uma sobremesa porque, esta sim, vale muito!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Gendai Iguatemi

Sim, esta é mais uma crítica de restaurante japonês, mas prometo que é beeem diferente. Depois da decepção com o Pobre Juan, não sabíamos aonde comer no Shopping Iguatemi. Não queríamos galeto ou Outback, nem pagar os olhos da cara no Gero. A praça de alimentação não é muito variada e estava prestes a ir para o McDonald's (adoro junkie!) quando no caminho parei na filial estilo fast food da franquia paulista Gendai

De cara, já gostei porque não é aquele quilo insosso que geralmente encontramos em japonês de shopping, com sashimis expostos e variações de sushis com cream cheese. O sistema é à la carte e o cliente tem à disposição cardápios com fotos ilustrativas dos pratos, ótimo para ajudar na escolha. Para mim, o diferencial foram os pratos quentes servidos em tigelas, com várias opções de domburi (base arroz) e uma de lamen (base macarrão com caldo). Por cima da base, pode-se pedir pedaços de carne, frango, peixe ou shimeji. 

Lamen e Domburi (foto BSB Foodie)
Pedi o lamen porque adoro um prato mais molhado, com aquele caldo aguadinho. Veio com frango empanado e mix de legumes empanados, tudo bem quentinho, gostoso, farto e, o melhor, em torno de 15 reais! Meu marido, para variar, pediu o prato mais barato: chicken domburi, com frango grelhado e mix de legumes empanados, que custava menos de R$ 11. Uma delícia também. Ainda pedimos o gyoza de entrada, mas a massa é dura e não compensa. 

Já fui ao restaurante Gendai da 403 Sul quando inaugurou e lembro que achei o rodízio normal, com um bom sashimi. Fui ao de Niterói recentemente e achei muito o rodízio simples e caro, por R$ 79! Entretanto, a filial do Iguatemi, no estilo praça-de-alimentação-de-shopping, agrega valor com os pratos bowl e por ser uma opção saborosa e light na pequenina praça de alimentação. Vale!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sim, Sensei!

Não sei se já deu para perceber que adoro comida japonesa. E, descobri recentemente, adoro ainda mais quando o prato vem maçaricado. Não sei o que acontece: sashimi de salmão é uma delícia, mas sashimi de salmão maçaricado é coisa de outro mundo! Já estou até pensando em comprar um maçarico lá para casa e testar em tudo: manga, abacaxi, queijo, pão...
Temaki maçaricado sem alga (foto: BSB Foodie)
E qual não foi minha sorte outro dia que, andando por Águas Claras, me deparei com duas temakerias, uma quase ao lado da outra: Sensei Temaki e Sushi Loko. Como já conheço esta última, resolvi experimentar a Sensei e foi uma ótima escolha. Logo de cara, vi o cartaz do prato sensação da casa, um temaki sem alga, envolto com salmão maçaricado e recheado com camarão, cream cheese e arroz. Imperdível!

Ainda pedi hot filadélfia, que estava normal, e yakitori de frango, meio seco e sem graça. Resumindo: meu japonês preferido ainda é o Kojima (aliás, este temaki maçaricado é uma versão gigante do shakemaki - leia aqui), mas recomendo ir ao Sensei Temaki e pedir o... Sensei Temaki porque ele e, por enquanto, só ele, vale!

Café e Freddo

Continuando o post anterior, uma nota rápida e sem foto mesmo da sorveteria argentina Freddo, localizada nos corredores do Shopping Iguatemi. Se não me engano, provei o sorvete desta casa há 10 anos, em Puerto Madero, mas não lembro se gostei - não sou muito fã de sorvete. Naquela de pedir uma provinha, experimentei o doce de leite granizado (com chocolate), mas fui mesmo no tradicional doce de leite puro. Meio doce, mas com um salgadinho, uma delícia!

Para melhorar, meu marido pediu expresso, que chegou à mesa com aquele copinho de água com gás e uma bolinha menor do sorvete de chocolate meio amargo. Simplesmente adoooro quando oferecem um algo a mais com café, seja um biscoitinho, um brigadeirinho, qualquer coisa. Não custa muito e a casa ganha simpatizantes! 

E olha como dá certo: dois dias depois, fui ao Iguatemi com duas amigas e fizemos questão de tomar um café só para ganhar o sorvete. Nem gosto muito de expresso, que acho forte, mas esse veio excelente, sem amargar. E o sorvete do dia era doce de leite com doce de leite: metade sorvete, metade o doce mesmo, derretido... meu preferido no Freddo, mas claro que provarei todos só para ter certeza. Vale muito!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Rico Juan

Meio bife de chorizo (foto: BSB Foodie)
Era uma tarde de sábado e nada melhor (em Brasília!) do que passear em um shopping diferente. Resolvemos ir ao Iguatemi e, como para nós é longe, fomos de tour completo: almoço, sorvete no Freddo, cinema e, claro, compras! Depois de ler algumas críticas na web, decidimos conhecer o Pobre Juan, restaurante paulista com inspiração nas carnes argentinas.

Confesso logo que, por conta do preço alto, resolvemos dividir a porção para homens do clássico Bife de Chorizo, com 400g (há uma opção menor para mulher) ao custo de cerca de R$ 60. Achei a carne normal e mais dura do que a que comi na Argentina (nunca esqueci: num restaurante simples chamado Broccolino, o garçom cortou o bife com duas colheres, de tão macio!). Os acompanhamentos são escolhidos separadamente, entre 15 e 25 reais, e vêm em porções até que grandinhas. Fomos de arroz biro biro (simples) e a batatas estufadas, especialidade da casa (meio seca e sem graça).

A decoração é um espetáculo à parte, muito elegante e com peças que parecem saídas de um museu de arte moderna; o atendimento também é muito bom e rápido; e soube que em algumas noites há música ao vivo, o que deve ser interessante neste ambiente charmoso. Apesar desses elogios, não penso em voltar por conta do custo-benefício. Dividimos a carne com dois acompanhamentos, o que deu tranquilo, e só tomamos dois refrigerantes (cada drink custa R$ 24, mais caro até que o Zuu!) e a conta deu mais de R$ 120. Come-se carne melhor e sem ter que ficar dividindo no Porcão, Potência Grill, Parrilla Madrid, Outback, BSB Grill, etc. Não vale - e neste caso falo do valor mesmo!

domingo, 21 de agosto de 2011

The Fifties é 10!

A hamburgueria paulista The Fifties abriu sua primeira filial em Brasília, localizada no Píer 21 (no lugar do TGI Friday's - aliás, uma excelente troca!). Com linda decoração em detalhes pretos num fundo branco, estilo retrô-chique, bom atendimento e excelente comida, virou meu restaurante predileto depois do cinema. E olha que só fui uma vez... Mas já estava na hora de alguém mostrar pro Marvin como se faz hamburger tamanho adulto!

Onion Rings (foto: Bsb Foodie)
De bebida, pedimos Ice Cream Soda! Trata-se de sorvete de creme com soda limonada e sabor de infância (quando criança, mamãe nos levava para comer sanduíche de salaminho com pão francês e tomar Ice Cream Soda na Leiteria Brasil, no centro de Niterói). De entrada, pedimos Onion Rings, que vieram fininhas, sequinhas e gostosinhas. O garçom nos aconselhou molho barbecue para acompanhar, mas não pedirei novamente - por R$ 4, melhor usar catchup mesmo! 

O cliente pode montar seu próprio hamburguer, mas escolhemos duas sugestões do cardápio com carne de picanha (150 ou 250g): Pic Burger (alface, cebola picada, queijo e molho especial da casa) e Pic Americano (molho, alface, picles, cebola, cheddar e bacon). A carne veio alta e suculenta, com todos os ingredientes muito gostosos (até o alface veio saboroso, meio crocante). Os dois sanduíches estavam bons, mas devo confessar que bacon e cheddar sempre são atrativos maiores.

Com certeza terei que voltar ao The Fifties para provar todos os hamburgueres, montar um com o meu estilo, comer os cachorros quentes, tomar um milk shake de creme de avelã, experimentar a batata frita com cheddar e bacon, saborear um banana split, dividir um Yogo Fifties com calda de frutas vermelhas, almoçar uma salada de salmão, bebericar um... Vale muito!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Taco Pep Legal

Vou direto ao assunto: o restaurante é bom, mas não é beeem um mexicano! A casa Taco Pep atingiu uma fórmula de sucesso, com boa decoração, bons preços e comida de qualidade. Soma-se a isso o fato de que Águas Claras tem poucas opções à noite, ainda mais para os jovens. Não é à toa que o bar vive com mesas enormes, cheias de adolescentes.
Seleção de molhos (foto BSB Foodie)
O rodízio é a melhor pedida (valor máximo de R$ 29), com os principais acepipes da culinária mexicana. E ainda inclui tortillas doces, com opções de banana, morango, sorvete, chocolate, etc. Então vamos aos detalhes do cardápio:
  • Entrada: mesmo sem você pedir, o garçom traz duas porções enormes de chilli (com ou sem pimenta) acompanhadas de nachos crocantes. Melhor comida do rodízio, adorei!
  • Molhos: são cinco, mas nenhum realmente mexicano. O sour cream da casa é sofrível - nada mais é do que requeijão batido (pior do que a versão chantilly que geralmente é servida em outros lugares!). Como adoro esta pasta, não pude deixar de ficar depecionada; o pico de galo era apenas tomate e cebola picados, sem outros temperos (tudo bem que odeio coentro, mas sei que tem neste prato); guacamole era abacate não maduro com limão (faltou só o açucar para virar a sobremesa que minha mãe fazia quando era criança). E ainda vieram molhos rosé e barbecue (????!!!);
  • Recheios dos tacos, tortillas, etc: o de camarão parece bobó (apesar de bom); de carne e frango vem fritinhos na manteiga, estilo brasileiro mesmo; ainda tinha a opção de pedir com recheio de calabresa e bacalhau (é possível??). 
Bom, como disse, apesar da falta de 'tempero' mexicano, todos os pratos são bem preparados, chegando à mesa rapidamente e bem quentinhos. Agora vocês me perguntam: se tudo é gostoso, então qual é o problema? Nenhum, mas quem for ao Taco Pep procurando a verdadeira comida mexicana, não pode reclamar que não foi avisado, ok? Ah, e vá terça ou domingo à noite, quando há costelinha no rodízio porque, já que é para sair do roteiro mexicano, é bom sair logo com tudo. Entonces, vale!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Week Again 3

Fora as dicas que já postei aqui, seguem alguns outros restaurantes que me tentaram para este Restaurant Week, mas que infelizmente não terei como aproveitar por falta de tempo. Não descreverei os pratos para o texto não se prolongar, então quem quiser mais detalhes é só clicar no link acima, do site oficial do festival, e procurar o cardápio, ok?
  • C'Est si Bon Crêperie: no almoço, achei todos os pratos interessantes individualmente, mas o problema é a overdose de massa. Entretanto, sempre gostei deste restaurante, então arriscaria...
  • Genaro Jazz Café: tanto a opção do prato quanto da sobremesa estão boas, mas só fui uma fez ao Genaro e para comer hamburguer (que estava bom). Ideal para quem já conhece e gosta da casa.
  • Giappa: não conheço ainda, mas é uma boa opção para quem já está no Park Shopping.
  • Unanimitá: nunca me decepciono com o Dudu Camargo. Almoço e jantar parecem bons!
  • Cacahuá: só fui uma vez, para tomar café. Mas o menu de jantar, se bem feito, está bastante convidativo!
  • Corrientes 348: um amigo foi ao menu de jantar e adorou. Como é um restaurante caro, iria para conhecer o bife de chorizo a preço fixo.
  • Parrilla Madrid: sempre uma opção para quem quer comer boa carne sem pagar os olhos da cara. O menu de almoço é garantia certa de ser bom, já que é o mesmo tipo promoção aparece no site Querocomer. Arriscaria o menu do jantar, que está bastante tentador;
  • Suri: adoro, mas não vou desta vez porque os pratos são os mesmos de outras promoções que já fui neste japonês. Para quem não conhece, entretanto, vale muito!
  • Zeni Sushi: na mesma quadra do Suri, provei o menu do almoço, mas fiquei mesmo com vontade de provar o do jantar...
  • Balcony 412: iria mais para conhecer esta nova casa que copia um bar novaiorquino, com balcão de madeira e grande carta de drinks.
Agora, alguns a que não iria:
  • Alice Brasserie: não sei como pode ser um dos melhores restaurantes franceses de Brasília. Os ingredientes dos pratos do festival são bem simples, melhorando um pouco no jantar. Mas já fui em outros festivais e achei fraco. Não iria novamente.
  • Oliver: fora de promoção, é caro e pretencioso - os garçons te ignoram e a comida vem pouca. Em promoção, a descrição dos ingredientes e as fotos são convidativos, mas na hora sempre me decepciono. Tem dois pontos positivos: ambiente bem agradável, no jardim do Clube de Golfe, e uma paella boa no final de semana (apesar de cara).
  • Peperoncino Cucina Italiana: lugar agradável e com bons preços. Já dei duas chances, mas não adiantou. Comida muuito simples, do tipo faço-melhor-em-casa. Pode ser que surpreenda, mas...

Week Again 2

Como toda saga tem um fim, fui às minhas duas últimas casas do RW. A promoção continua semana que vem, mas estarei de férias fora de Brasília, então aproveitem por mim! 

Av. Paulista - sobremesa (foto BSB Foodie)
  • Av. Paulista Pasta Pizza I Vino: o festival foi uma ótima chance para conhecermos esta novidade da orla JK. O menu veio rápido, começando com salada verde, tomate cereja e mozarela de búfala dentro de um cesto de parmesão. Simples e gostoso. Fiquei dividida com o prato principal: gostei do polpetone, mas a massa era um pouco pastosa - prefiro o macarrão Barilla não caseiro mesmo que faço em casa. O molho não comprometeu, mas adicionei azeite e queijo parmesão para tentar dar um tchã! Agora, os três mini docinhos desequilibraram: uma espécie de mousse de banana + cheescake com calda de amora + um bolo de castanha molhadinho. Delícias! Uma reclamação: na foto ofical, há uma bola de sorvete (prefiro sem, mas não gosto de propaganda enganosa). Principalmente pela sobremesa, vale!
  • Zuu: depois de subir no meu conceito no Festival Brasil Sabor, em maio, não podia deixar de prestigiar no RW. A entrada é uma saladinha verde pequena, mas na medida certa porque o prato principal é bem servido. E, por falar nele, já estou com água na boca: fetuccine ao ponto com molho extra amanteigado (do tipo que em casa é muita gordura, mas na rua você come sem culpa!); mexilhôes frescos deliciosos; camarões e lulas bons. Para alguns, o suspiro da sobremesa veio puxa-puxa e tivemos que pedir garfo e faca para cortá-lo, mas o gosto estava tão bom que não deu para reclamar. Vale muito!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Week Again!

Como o tempo voa... Este blog começou em janeiro justamente com críticas sobre o Restaurant Week e agora, em julho, voltamos à comilança! O festival começou esta segunda para quem pagar com os cartões Mastercard Platinum ou Black, e nas próximas duas já vale para todos. O esquema é o de sempre: entrada + prato + sobremesa por R$ 29,90 (almoço) e R$ 39,90 (jantar). Já fui a três, sempre no almoço:
  • Zeni Sushi: resolvi conhecer esse japonês filial de uma rede paulista, novo na 'Rua dos Restaurantes'. De entrada, "sashimi de haddock com alcaparras sob cama de broto de alfafa e moyashi ao molho pesto com erva-doce". Estava bom, só não vi foi o pesto com erva doce. O combinado do prato principal veio simples, mas honesto. Já a sobremesa (banana e sorvete de creme com calda de caramelo) foi meio sem graça. Minha teoria é: se posso fazer em casa igual ou melhor, para que pagar num restaurante? Mas, neste caso, pelo custo-benefício (e porque recebemos uma entrada de peixe branco maçaricado com molho teriyaki como cortesia assim que sentamos à mesa!), o restaurante vale!
  • Taypá: adoro o peruano do Lago Sul e, sempre que tem festival, sei que eles vão caprichar. Desta vez, são duas opções de cardápio. Pedi de entrada o nikkei de salmon (fatias finas ao molho de tamarindo e leite de tigre com maracujá). Delícia! De prato principal, as duas opções estavam boas - comi a costela nikkei (com molho de tamarindo, soja e gengibre com purê de grão de bico), mas quem pediu o ragu de carne com temperos peruano, acompanhado de risoto a la huancaina, gostou também. Já o suspiro de café veio muito doce. Quem gostar de mais equilíbrio, melhor a mousse de lucuma e chocolate com calda de coco. Vale muito!
  • El Paso: na Asa Sul, o Latino e o Texas se juntam, então são dois cardápios de almoço, mas o cliente não pode cruzar (escolher prato de um e sobremesa de outro, por exemplo). Foi uma dúvida cruel, mas acabei optando pelo tex-mex por causa da sobremesa, que me pareceu melhor (e realmente veio boa!), mas quem escolheu o cardápio latino-peruano também gostou. Fui de tortilla de milho crocante com peixe empanado, queijo, alface, tomate, sour cream e guacamole (bom, mas agora que reparei que não veio o peixe!), fajitas Tex Mex (tiras de carne cobertas com cheddar e batatas como acompanhamento) e tortilla de trigo crocante recheada de queijo e coberta com doce de leite ao estilo mexicano. Vale muito! 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Kojima, hai!

Para mim, sushi foi um processo. No começo, não entendia como as pessoas comiam peixe frio e cru, aquela coisa gelatinosa. Hoje, se fico um tempo sem comer japonês, tenho crise de abstinência... sou viciada! Como qualquer combinado vem pouco e custa caro, então rodízio ainda é a melhor opção. Dentre todos que já provei, mesmo fora de Brasília, o do Kojima ganha disparado na categoria "conjunto da obra".

O shakemaki do Kojima (foto BSB Foodie)
Neste restaurante japonês importado de Recife, além dos clássicos sushis e sashimis, meus favoritos são:
  • shakemaki: enrolado de salmão maçaricado, recheado com camarão e cream cheese. O maçaricado dá um gostinho de churrasco delicioso, ainda mais com o contraste doce do molho teriaki;
  • gyoza: em todo japonês que vou, é um ritual pedir este 'pastel' de entrada. Prefiro sempre a opção no vapor (meio grelhadinho!), mas no Kojima ela só tem no à la carte. Mesmo frito, a massa é diferente e o recheio é bem 'recheado';
  • não sei o nome, mas vem com salmão em cubos com cream cheese sobre uma espécie de nacho, parecendo um canapé (não tem como não achar no cardápio do rodízio);
  • esse não é comida, mas também adoro: um drink de frutas vermelhas sem álcool, que pode vir com soda, água de coco ou suco de lima da pérsia. Sempre peço com esse último e vem uma delícia. Não sei se tem a versão com álcool também...
Bom, o sashimi podia ser mais grosso, mas na última vez que fui, o de salmão tinha até melhorado e derretia na boca. O preço é o mesmo dos outros, algo em torno de 50 reais. Ah, e um destaque que é algo difícil em Brasília: os garçons são simpáticos e eficientes. Vale muito!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Hayal Kebab?

Adoro comida árabe, desde os pratos mais simples da minha mãe, como abobrinha e repolho recheados, até os mais elaborados da Nigella, com iogurtes e temperos que só ela parece conhecer! Por isso, não pude resistir quando o Groupon anunciou a seguinte promoção do Hayal Kebab: 2 espetinhos kafta + queijo coalho + farofa + tabule + 2 caipiroskas de frutas, de R$ 46,90 por R$ 21,10. Acredito que essas promoções são uma ótima oportunidade de conhecer um restaurante: se o dono quiser ganhar clientela, vai servir algo de qualidade e não apenas para ganhar dinheiro!

Pedi um Lassi de maracujá (iogurte batido com fruta), que estava uma delícia, para acompanhar os espetinhos. Estes vieram fora dos palitos, achatados e com consistência de hamburguer (se a intenção era ser uma kafta, passou longe!); farofa de ovos não creio que seja comida árabe; o tabule veio normal. Reclamei da ausência do queijo coalho, mas o garçom explicou que não tinha, por isso mandaram três espetinhos ao invés de dois, o que tinha que ter sido avisado antes.

Ainda com fome, pedi uma meia porção da entrada, que veio com pão árabe quentinho e duas opções de pasta (escolhi babaganhush e homus), ambas boas. Resumindo: achei a comida da promoção um fiasco, a entrada boa e fiquei com a impressão de que faltou provar o kebab, que dá nome à casa, para fazer a crítica completa. O problema é que não sei se animo voltar: achei o ambiente sem graça, os kebabs não me atraíram e o atendimento deixou a desejar. Por enquanto, não valeu...

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Feira da Torre

Depois que mudou de lugar, a feira de artesanato, localizada agora um pouco mais abaixo da Torre de TV, ficou muito mais organizada. Ainda faltam alguns detalhes, como mais árvores para fazer uma sombra agradável e mapa para os turistas saberem onde fica o que. Mas, como todas as barracas de comida foram concentradas num mesmo espaço, fica fácil de achar.

Acarajé na feira da Torre
O difícil é escolher entre comida paraense, baiana, chinesa, pastel, tapioca... Na dúvida, peça de tudo um pouco. Dois amigos pediram pato no tucupi (muito bom!) e maniçoba (boa, mas faltou um pouco de tempero) na barraca Delícias do Pará - Dona Jacirema. Três barracas para a direita desta, vi um baiano montando acarajé na hora - não resisti e pedi um no prato (não guardei o nome, mas era a barraca mais organizada da feira, a única com garçons e mesas de madeira). Estava bom e custou apenas R$ 6,00!

A Feira da Torre é o lugar ideal, em Brasília, para experimentar comida do Norte e Nordeste, mas falta profissionalismo aos feirantes. Como chegamos tarde, encontramos o chão e as mesas sujos, com moscas e abelhas voando sobre lixeiras lotadas. Tivemos nós mesmos que limpar uma mesa e arrumá-la longe do lixo porque, dentro de suas barracas sem decoração, os atendentes ficam sentados vendo televisão. Se o pessoal soubesse ganhar dinheiro, deixaria tudo limpinho, ofereceria sobremesa, padronizaria as mesas e faria uma cobertura contra o sol mais arrumada! Pela qualidade da comida, o lugar merecia. Vale, mas com ressalvas!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Brasil Sabor III

Como podem ver, como muito na rua!
Mapa All Dublin - clique para aumentar
  • All Dublin: mais um em Águas Claras! Mistura de bar e restaurante, à noite o All Dublin reúne pessoas de diversos tipos, desde família com crianças até jovens procurando noitada. O prato não tem descrição no site do Brasil Sabor, mas trata-se de um bife rodeado de batatas cozidas em pedaços e misturada com presunto, além de uma porção de arroz (R$ 23,00). Seria satisfatório não fosse o fato de o bife vir boiando na manteira - prato muuuito gorduroso. Não vale. 
  • Rayuela: veio de "tornedor de mignon grelhado em mel de vinho tinto e porcini, mini vegetais ao forno e paçoquinha de cogumelos" (R$ 33,00). A foto (é só clicar no nome do restaurante) mostra o prato exatamente como ele é: um bifão alto, bem temperado e no ponto certo, acompanhado de mini cebolas, tomate cereja e alho assado. Tudo bem gostoso, apesar de o acompanhamento e o molho de vinho tinto serem mini também. Vale.
  • Outback: o restaurante, que dispensa apresentações, selecionou um dos pratos do cardápio, abaixou um pouco o preço e o colocou no festival. O grilled peppered strip vem com um bife simples (mais baixo que o da foto) temperado com pimenta do reino e acompanhado com purê de batata (R$ 33,00). Um dos pratos mais fracos do Outback - melhor pagar um pouquinho mais e pedir a costela suína para duas pessoas! Não vale.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Brasil Sabor II

Continuando com as avaliações do Brasil Sabor...
Empório Árabe (foto: BSB Foodie)
  • Empório Árabe: o restaurante, que fica em Águas Claras, foi uma grata supresa. Bem decorado, bom atendimento e ainda tem um mini mercado de produtos árabes, inclusive com doces e pastas. Pedimos de entrada um trio de pastas árabes (homus, beringela e coalhada) que estava uma delícia. Já o prato do festival (R$ 33,00), não vale: lombo machwe ("carne macia e suculenta ao molho de anis e tomilho, tomate gratinado com molho de romã, arroz com açafrão, amêndoas e cebolinha"). A carne tinha nervos, não era suculenta e só estava macia porque cozinharam bastante! Parecia carne de músculo bem cozida. O tempero estava bom, mas, resumindo, voltarei ao restaurante para provar outras entradas.
  • Respeitável Burger: da franquia Dudu Camargo, é um lugar que vale a pena ir. Sanduíches bem preparados, bom atendimento e, melhor de tudo, funciona 24h! No Brasil Sabor, veio de hamburguer de salmão com amêndoas, queijo brie e geléia de pimenta (R$ 23,00). O peixe não vem inteiro, mas sim moído, temperado e prensado na forma de uma carne de hamburguer tradicional. Nenhum espetáculo, mas cumpre o prometido, além de ser um sanduíche leve e saboroso. Vale!

    sexta-feira, 6 de maio de 2011

    Brasil Sabor I

    O Festival Brasil Sabor começou semana passada e vai até 29 de maio. Quem resolver ir, não pode esquecer de pegar o bloquinho com o selo do restaurante - juntando seis, pode-se repetir um dos pratos de graça! São três faixas de preço: R$ 23,00; R$ 33,00 e R$ 43,00. Já provamos:
    • Unanimità: a descrição é "fetuccine com molho de camarão, pomodoro e pesto de baru" (R$ 33,00), mas isso não é bem verdade. Trata-se de um bom fetuccine ao molho de tomate com bastante alho e só. O pesto de baru passou batido e o molho não tem gosto de camarão - aliás, o camarão também não tem gosto de camarão! Um bom prato, mas dá para encontrar outros melhores. Satisfatório...
    Prato do Suri (foto: BSB Foodie)
    • Suri: não encontrei no site oficial do festival, mas participa com "risoto de vieiras e lagosta ao creme de leite" (R$ 33,00). O prato veio quentinho, com vários pedaços dos frutos do mar. O único porém é o creme de leite, que deixa o prato pesado e, por ter um gosto acentuado, inibe um pouco o sabor do resto. Vale.
    • Dona Lenha: conchiglione (massa estilo 'canoa') ao forno, recheado com ragu de cordeiro, pistaches e muçarela de búfala (R$ 33,00). A idéia é interessante, mas o sabor do cordeiro não se destacou dentro da massa. Satisfatório...
    • Zuu: tenho a teoria de que os restaurantes da Mara Alcamim têm mais fama (e preço alto!) do que qualidade. E quando vi que o prato do Universal era apenas uma variação de todos os de outros festivais (filé com arroz cremoso de parmesão), aí desanimei por completo. Felizmente, uma amiga que ama pato me convenceu a provarmos o "confit de pato com risone cremoso de grana padano e melaço de cana", no Zuu (R$ 43,00). Foi o melhor prato que comi até agora no festival (e nos últimos tempos em Brasília!). Pato assado na medida certa, arroz com molho delicioso de queijo e o leve toque do melaço nas bordas do prato formaram uma combinação perfeita. Vale Muito!

    sexta-feira, 29 de abril de 2011

    Trattoria - voltaremos!

    O Trattoria Mediterraneo é o tipo de restaurante que tem que ser testado mais de uma vez porque parece ser bom mesmo! Fica meio escondido na quadra 408 Norte, que tem como principal referência o Big Box.

    Com vários pratos tradicionais da culinária italiana no cardápio, fomos de um diferente: Zuppa di Pesce, que custa cerca de 100 reais, mas serve duas pessoas se vier com uma porção de arroz. Não é uma sopa: trata-se de um mix de frutos do mar que vem com lula, camarão, mexilhão, vôngole, lagostin e dois tipos de peixe (um deles, o meca, conhecido como peixe-espada, é um pouco gorduroso, mas gostoso!).

    O melhor do prato, na verdade, é o molho de tomate que cobre tudo. Feito provavelmente com o caldo dos frutos do mar, realmente tem gosto de mariscos e é uma delícia. Lembrou o fettuccine com lula que minha mãe fazia quando eu era mais nova: depois de fritá-las com bastante alho, ela guardava o caldo que soltava e misturava com tomates frescos na panela, até formar um caldo vermelho delicioso e com gosto forte de lula!

    Além da ótima comida, fomos bem atendidos por um italiano simpático (provavelmente o dono). Depois de provarmos um gostoso tiramisu com café, ele ainda nos ofereceu, por conta da casa, dois cannoli de ricota, sobremesa tradicional siciliana que consiste num tubinho de massa crocante recheado com pasta doce de ricota. Hmmm... Depois do bom atendimento, só nos resta voltar para experimentar outros pratos do cardápio - pena que não moramos mais perto. Vale!

    quarta-feira, 6 de abril de 2011

    'Camarões' Bambu

    Foto: Bsb Foodie
    Ainda chamado de Camarões pelos brasilienses, o restaurante Coco Bambu Frutos do Mar tem um ambiente grande e agradável, além da vista maravilhosa para o Lago Paranoá. Sempre cheio, apresenta uma vasta carta de frutos do mar que já faziam sucesso no Nordeste. Os preços não são convidativos, mas também não são proibitivos: por cerca de R$ 80,00, como-se um prato de camarão para duas pessoas (ou três mulheres!). 

    Todo mundo que vai, adora... então fica até chato falar mal aqui, mas vamos lá:
    • Já provamos o Bobó de Camarão (R$ 79,30), meio branco, e a Moqueca Cearense (R$ 86,90 - foto), meio sem gosto de Nordeste;
    • A Rede de Pescador (panelada mista para quatro pessoas, por R$ 187,90) vem farta, com vários frutos do mar, mas ainda assim é meio sem graça;
    • Comemos também o camarão à delícia (R$ 78,00), com molho branco, queijo, banana, arroz e batatas. O carro chefe da casa deveria ser o camarão, mas pode ser que seja de criadouro ou que venha congelado, o fato é que qualquer camarão frito comido na beira da praia é mais saboroso...
    Os pratos são como a vista, lindos! Mas o camarão não tem gosto de camarão e o peixe também tem o sabor fraco, que se perde no meio aos muitos molhos fortes da casa (branco, gratinado com queijo, tomate, etc). Em nossa opinião (e, para não ter briga, frisamos o "nossa"), falta algo de essencial: o sabor dos frutos do mar que dão nome à casa. Satisfatório.

    quarta-feira, 23 de março de 2011

    Universal Diner $$

    Na primeira vez que fomos, éramos vários amigos descobrindo o Universal Diner, o mais famoso restaurante da chef Mara Alcamin, muito conhecida na cidade. A decoração kitsch chama logo a atenção, com um fusca rosa pendurado, postais antigos nas paredes, objetos coloridos misturados com antiguidades, etc. Os drinks (R$ 18, cada!) vieram maravilhosos, especialmente o Cosmopolitan (quem não se lembra de "Sex & the City"?). E os pratos?? Excelentes, todos eles! Fosse frango, pato, camarão, cordeiro, não importava. No melhor estilo "um por todos e todos por um", provamos a comida uns dos outros e os molhos estavam perfeitos, o que nos deixou com a impressão de que, mesmo caro, valia a pena pagar por algo tão divino, num ambiente tão agradável...

    Nas vezes seguintes, fomos nos Restaurant Weeks da vida. Pelo menos um foi mais do que bom: filet au poivre com arroz à piemontesa (prato principal) e souflê frio de queijo com calda quente de goiabada (sobremesa). Muito bom, ainda mais com salada de entrada e por R$ 40,00. Mas aí vieram outros Weeks e os pratos começaram a se repetir (ora picadinho, ora o filet) e a sobremesa virou sempre a mesma: brownie com sorvete. Quem ainda aguenta?? 

    Para aqueles que vão dizer que só queremos ir em dia de promoção, quando a qualidade normalmente cai por causa do bom preço, não se apressem: fomos depois numa sexta-feira normal, sem promoção, para ver se o problema era esse. Aí veio a decepção: os pratos, cada vez mais caros (o de frango custa R$ 49!!), não vieram com a mesma qualidade da primeira vez. Talvez seja a ausência de comando na cozinha, mas os molhos parecem que caíram de qualidade, deixando de ser especiais.

    foto: BSB Foodie
    Da última vez, para tirar a prova dos 9, soubemos que de segunda a sexta o restaurante serve almoço executivo. Foi bom, mas nada que justificasse o valor de R$ 41 por um prato individual de picadinho de carne com arroz muito doce de banana (que, aliás, não combina em nada com o molho mais amanteigado da carne), uma miséria de farofa, três mini pedaços duros de banana e um ovo pochê (foto). Para nós, o Universal engana mais do que agrada porque é um restaurante da moda, que já foi de chef. E os pratos não têm ingredientes tão especiais assim para serem tão caros...

    Resumindo: se você nunca foi e tiver curiosidade de ver do que todo mundo fala, vá com amigos que não se importem em gastar uma média de 50 reais por prato, numa noite mais movimentada (para ver o ambiente animado) e reze para ter sorte com os molhos. Mas, fora isso, não recomendamos. Existem restaurantes com preços melhores e tão bons quanto (e outros mais caros, mas melhores ainda!) que valem mais a visita. Não vale...

    quarta-feira, 16 de março de 2011

    Sí, se Parrilla!

    Quando alguém fala que está com vontade de comer carne, mas não quer pagar caro, pensamos logo no Parrilla Madrid e na boa promoção (permanente, esperamos!) do Querocomer. Usamos sempre este site que, após um simples cadastro grátis, permite ao cliente imprimir cupons de desconto em alguns restaurantes de Brasília. 

    A promoção do Parrilla mudou de cara algumas vezes - já ofereceu sobremesa, três tipos de carne, etc -, mas a atual mantém o principal da casa: um corte impecável de carne feita na grelha, ali na frente do cliente, no ponto pedido. Desta vez, o restaurante oferece caldinho de feijão (entrada) + bife ancho com arroz parrilleiro e batatas coradas (prato principal) = R$ 29.

    O caldinho veio gostoso, mas meio morno e muito simples, sem bacon ou torradinhas. Já o prato principal estava excelente, com a carne macia, as batatas crocantes e o arroz cheio de adereços, molhadinho com bastante linguiça e batata palha. Pena que não tiramos foto! Levem o cupom, mas mesmo sem promoção, o Parrilla vale a visita pelas maravilhosas carnes na grelha!

    terça-feira, 15 de março de 2011

    Tête à Tête na cabeça

    Não é coincidência se falamos aqui de restaurantes que já tiveram críticas publicadas no Melhor e o Pior de BSB: é um blog maravilhoso e, sempre que vamos a uma casa indicada por Lulu Peters, sentimos que ela acertou em cheio! Com isso na cabeça (com trocadilhos!), fomos ao Tête à Tête, no Casa Park, shopping famoso pelas lojas de móveis, ótimo cinema, boa livraria e uma incrível falta de opções menos caras de comida.

    O Tête à Tête não foge à regra dos preços elevados, mas vale a visita. Para os que não querem gastar muito, os sanduíches são na faixa de 20 reais. Já os pratos estão na média de 40 reais, dependendo dos ingredientes. Pedimos carne seca com abóbora, acompanhado de arroz e feijão, e filé de robalo com camarão, com um risoto de palmito como acompanhamento. Dois pratos gostosos, fartos, mesmo com o segundo sendo meia porção, com valor 30% menor, ótimo para mulheres.

    Agora, delícia mesmo é o suflê de goiabada com calda de catupiry! Vem quentinho e leve, com a calda salgadinha para ser derramada em cima pelo cliente. Já o tradicional petit gateau é grande também, mas não tão gostoso. O café está num bom preço, R$ 3,50, e vem com quatro docinhos. Resumindo: se você estiver cansado do bufê do Marietta, o Tête à Tête oferece pratos gostosos pelo mesmo preço. E, claro, voltaremos para provar as outras sobremesas... Vale!

    segunda-feira, 14 de março de 2011

    Ciao, Peperoncino

    Num dos Restaurant Weeks da vida, provamos a culinária do Peperoncino, na época uma promissora casa na Rua dos Restaurantes (404/405 Sul), com mesas ao ar livre. Achamos o tempero bom, mas a massa um pouco al dente demais para o paladar brasileiro. Mais de um ano depois, resolvemos voltar para uma segunda impressão e... seria melhor se não tivéssemos ido!

    A agradável decoração já precisa de retoques e os garçons esquecem o que acabamos de falar. O cardápio é estilo Spoleto: o cliente escolhe massa, molho e, se quiser, uma carne. Escolhemos o prato do dia (fettuccine ao molho de tomate com polpetone) e uma montagem de ravioli de salmão com molho de gorgonzola. Neste último, o recheio, um pouco peixoso, não parecia salmão, e o gorgonzola passou longe.

    Nada muito ruim, mas nada que não fizéssemos em casa com uma lata de molho Barilla. Apesar do preço em conta, ficamos com a impressão de que seria melhor ter ido ao verdadeiro Spoleto, que tem mais opções, preços ainda menores e não temos que aturar garçons esquecidos... Neste caso, a segunda impressão foi a última: não voltaremos mais ao Peperoncino. Não vale mesmo...

    terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

    Koni (?) Store

    Num almoço rápido de domingo, fomos pela primeira vez à temakeria Koni Store do Sudoeste, nada discreta com sua decoração laranja. No cardápio, nos deparamos com um nome novo: steel, uma truta da Patagônia usada para substituir o salmão em vários pratos, mas sem a mesma qualidade. Pedimos então, para provar, o roll Haru Steel, com massa de harumaki, kani, cream cheese, couve frita e molho teriaki. Veio crocante e quentinho, nada mal.

    De prato, provamos o temaki Roast Tuna, com atum crocante, molho shoyu e mel. A folha da alga não rasgava, tornando o koni quase impossível de morder. Além disso, o atum veio sem gosto e o mel passou longe. De sobremesa, escolhemos um Harumaki de Morango com Nutella e um Koni Prestígio (cocada mole com Nutella e arroz doce em casca de sorvete). Sobremesas simples e saborosas, umas das melhores em japonês que já provamos!

    Apesar da sobremesa e do bom atendimento, não voltaríamos à Koni Store. Existe algo de errado numa temakeria que não sabe fazer um bom temaki, supostamente seu carro-chefe. Além disso, ficamos pensando que esta provavelmente não foi a primeira vez que comemos steel, já que o sashimi de salmão nos restaurantes japoneses está cada vez mais sem gosto. Não vale...

    sábado, 19 de fevereiro de 2011

    Moraki no Miraku

    É difícil irmos a um japonês e não pedirmos o rodízio - a exceção é quando estamos no dia errado! Foi o caso no restaurante Miraku, cujo sistema de comer à vontade só está no cardápio de segunda a quinta. O problema é que qualquer combinado de 40 peças num japonês custa uns 80 reais e não satisfaz direito, mas, vendo pelo lado positivo, a gente come menos, né?

    Sem opção, pedimos o de sempre como entrada, uma porção de gyoza (R$ 11,50, seis unidades), que foi servido da maneira de que mais gostamos: cozido no vapor e levemente passado na grelha para dar uma tostadinha. O recheio estava bom, mas a massa veio um pouco pesada, meio farinhada. Continuamos com uma porção de 20 peças mistas de sashimi (R$ 40). Bons, mas com um leve gosto de recém-descongelados. Com vontade de comer mais alguma coisa, mas sem uma fome real, acabamos desistindo de pedir outro prato porque não valeria a pena.

    Essa não foi nossa primeira vez neste japonês - já provamos o rodízio, que é satisfatório, mas, pelo mesmo preço, existem melhores em Brasília. Acreditamos que o Miraku é um clássico exemplo de restaurante de bairro, que atende bem num dia de preguiça de sair do Sudoeste, mas quem mora em outro ponto do Plano dificillmente se deslocaria só para comer nele... Satisfatório.

    sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

    Sempre Toujours...

    Muitos não sabem, mas o Toujours oferece um menu executivo com pratos diferentes a cada dia, por R$ 29. Com salada de entrada + sobremesa do dia, o preço sobe para R$ 36. Na ordem, de segunda a sexta, temos: coq au vin; ravioli de mussarela com molho de tomate e manjericão; boeuf bourguignon; poulet rôti; filet de saint pierre.

    Já tínhamos provado o poulet: um pedaço de galeto crocante sobre uma cama de batatas coradas, cercados de um molho cremoso. Muito bom! Desta vez, fomos de saint pierre, que vem com três pedaços de filé de peixe grelhados, sem espinha, coberto com vinagrete, cercado de molho amanteigado e pure de batata. Gostoso, mas, no final, a manteiga pesa um pouco...

    Como cada um pediu um prato diferente, provamos também o raviole de pato com molho de laranja e o fettuccine com presunto e champignon, coberto com molho cremoso. Os dois estavam muito bons e com o mesmo preço do menu executivo. De sobremesa, fomos de petit gateau de chocolate com sorvete de creme e calda de frutas vermelhas. Bom também!

    Achamos este restaurante uma das melhores relações custo-benefício de Brasília. Além disso, é uma graça, com decoração francesa estilo colonial - móveis de madeira pintados de branco, mesas com toalha xadrez verde e paredes altas cobertas de trepadeira. Perfeito para o dia dos namorados ou um almoço tardio, já que abre 12h e só fecha depois do jantar. Vale!

    Nota da redação: Já provamos anteriormente neste restaurante dois pratos com camarão - uma salada e uma massa - e podemos dizer que é um dos melhores camarões de Brasília. Ele vem no ponto certo, sem cozinhar muito, chegando a estalar na mordida. Sabemos que muita gente adora o Coco "Camarões" Bambu, mas, para nós, o Toujours oferece o melhor e mais saboroso.

    quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

    The "new" Old Barr

    Pois é, o nome é The Old Barr, mas para nós foi novidade! Depois de assistirmos ao show da Teresa Cristina no Teatro Brasília (aliás, confortável e com ótima acústica), queríamos comer ali mesmo no chique Royal Tulip Brasília Alvorada, mais conhecido como "ex-Blue Tree". O enorme hotel tem quatro ambientes gastronômicos, mas, pelo avançado da hora, encontramos refúgio nesta boa imitação de um pub inglês, aberto de segunda a sábado, das 17h às 2h.

    Apesar de vazio, com apenas alguns hóspedes falando inglês em outra mesa, gostamos do ambiente, serviço (tinha mais garçom que cliente), comida e preço. Os drinks Sex on the beach e kir royal estavam muito bons e na faixa de 12-14 reais, valor bem justo, já que alguns restaurantes de Brasília cobram acima de R$ 18! Pedimos de entrada uma porção de pastéis tailandeses, recheados com camarão, por R$ 27,00. E, de prato principal, um cheeseburger de picanha enorme, acompanhado de batatas fritas (R$ 19,00). Delicioso!

    Ótimo bar para quem está na área, visitando o Palácio da Alvorada ou assistindo a um show no hotel. Não serve para quem quer badalação, mas vimos que o pub tem um tablado com microfone, o que sugere que talvez tenha música ao vivo algum dia da semana. Com certeza voltaremos para provar a comida dos outros restaurantes do complexo - já soubemos que no final de semana tem uma boa feijoada com música ao vivo, com vista pro lago... Vale!

    terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

    Só o Mangai salva!

    Se você não é fã de shoppings ou lanchonetes, ainda é super difícil almoçar tarde no final de semana em Brasília, já que a maioria dos restaurantes não passa das 16h. Uma das boas opções para comer bem depois desse horário é o Mangai, que abre no almoço e vai direto até o jantar. Aliás, se você não chegar até 12h30, é melhor ir mesmo mais tarde porque a fila é grande! A única desvantagem é que o bufê (o restaurante é a kilo) diminui também e corre o risco de você não encontrar uma de suas iguarias preferidas...

    Bom, já fomos várias vezes ao Mangai, que consideramos o melhor restaurante de culinária nordestina-tipo-exportação, ou seja, sem muito dendê, coentro e outros temperos carregados. Além disso, é o lugar ideal para levar turistas, família visitando ou amigos recém-chegados a Brasília. Quem não gosta de tirar foto com o "pintor" no banheiro ou deitar nas redes olhando pro lago depois do almoço??

    O mais difícil no Mangai é não encher o prato. Mas, com experiência, você aprende a pegar só o que gosta para não comer muito. Nossos preferidos?? Gororoba de camarão ou de charque, carne de sol desfiada com feijão verde e nata, farofa de banana, linguiça e pernil de bode. Para os mais avançados, a casa serve também a buchada de bode, o bucho do bicho recheado com as vísceras! Além de almoço e jantar, pode-se também lanchar tapiocas, cuscuz, queijo coalho no pão francês e o delicioso pão de macaxeira!

    E para quem não gosta de comida nordestina, há ainda opção de grelhados e saladas, além de uma parte enorme de doces. É restaurante para toda a família... Vale!


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